La Bodega
De acordo com o livro e as pesquisas realizadas, pode-se notar grande similaridade entre as características vitivinícolas atuais da Cataluña e a Aldeia de Santa Eulália, região fictícia que representa a região espanhola de Penèdes. As características climáticas e de terroir são fiéis ao que hoje se tem, sendo que o solo é composto de calcário, argila e ardósia, sendo também “pedregoso”. O clima tanto no livro como na região catalã tem como característica as estações bem definidas, com verões intensos e invernos rigorosos. Assim como o terroir, o modo de condução das videiras e grande parte das cepas utilizadas na produção dos vinhos se mostram bastantes fiéis à realidade. Porém, deve-se notar que as cepas francesas foram introduzidas na região posteriormente.
Há na região, tanto no livro como na realidade, a presença de colheita manual, propiciando melhor qualidade ao vinho. E o modo de condução característico pode ser tanto a espaldeira quanto o arvoredo, sendo o último mais comum. Noah Gordon procura relatar fielmente o ciclo, desde o plantio até o colhimento e vinificação, sendo que essa, com a modernização, sofreu certas mudanças. Ele relata que de dezembro a janeiro ocorre a poda das videiras e o plantio de novos pés. Nos meses de fevereiro e março as videiras começam a brotar; em maio e junho as uvas começam a crescer; em julho e agosto ocorre sua maturação e em outubro e novembro ocorre a colheita e o recomeço do ciclo.
Quanto à vinificação, nota-se que a prensa comunitária, ainda existe em algumas regiões, como em Terra Alta, mas na maioria das vezes são usadas prensas particulares. Em “La bodega” a fermentação ocorre em barricas de carvalho, atualmente trocados por tonéis de aço, que comportam maior quantidade e dão ao produtor maior controle sobre a produção, sendo que, eles possibilitam, dentre outras coisas, o controle de temperatura. No entanto, as barricas continuam a ser utilizadas no processo de envelhecimento, dando,