Isa Unb
Resenhado por:
Isabella Bandeira Capuzzo
10/0105599
Universidade de Brasília – UnB
Introdução a Historia da Filosofia
Agostinho influenciou toda a Idade Média, tendo feito parte da Patrística, que representa a consolidação da igreja na formulação de suas doutrinas para se opor às heresias, ao paganismo, que a colocava em risco como instituição.
A obra em questão, escrita na forma de diálogos, pode ser vista como um relato intimo e social da vida de Santo Agostinho sob um contexto religioso. A preocupação do autor em entender os escritos bíblicos o levou a interpreta-los de maneira filosófica e fez com que a obra deixa-se de ser apenas uma autobiografia para se tornar uma interpretação solida da Bíblia, compreendendo a intenção de Deus em criar o Céu e a Terra.
Agostinho tem um problema genuíno: procurar a Deus. Podemos ver claramente a forma pela qual se exprime literariamente ao explicar-se quanto ao que significa confessar-se diante de Deus.
Embora Agostinho e Platão tenham pensado a Ideia de modos distintos, pensaram, contudo, o mesmo, pois só o diverso pode ser igual. Ao mesmo tempo em que Deus ultrapassa a alma, é vivendo nele que eu o encontro e encontro a mim mesmo. A alma é um receptáculo da luz divina, a abertura do ser humano para Deus. É nela que a experiência da eternidade acontece e para purifica-la é necessário o reconhecimento dos pecados. A felicidade só pode ser alcançada quando se acha Deus.
Boa parte do contar da sua historia consiste em um arrependimento por ter se determinado pela crença aos preceitos Maniqueístas, uma filosofia religiosa sincrética e dualística fundada em dois princípios opostos: o Bem e o Mal. Agostinho pede perdão por ter sido Maniqueu ao invés de atender aos pedidos da mãe para que fosse fiel à religião católica.
A partir deste arrependimento, Agostinho