Indicadores econômicos - Análise
A ideia é esclarecer alguns aspectos sobre questões referentes ao desenvolvimento do Brasil que, a nosso ver, não têm ainda merecido a atenção devida no debate nacional. E, além disso, ponderar sobre paradigmas comumente aceitos.
Muitos dos pontos de vista expostos neste trabalho a respeito da tecnologia e da inovação têm sido já abordados por conceituados pesquisadores e cientistas. O nosso objetivo é ampliar o debate e alcançar um público mais amplo constituído por formadores de opinião, professores, estudantes, políticos, militares, gerentes, técnicos, empresários, jornalistas, dentre outros. E convidá-los a meditar sobre as questões propostas, a buscar mais informações, analogias e dados a respeito das estratégias de crescimento econômico dos países que se tornaram ricos (ou estão se tornando) nos últimos 50 anos, e a debater, com novo olhar, sobre os caminhos para tentar vôos mais altos para a economia nacional.
Do debate para as eleições presidenciais de 2006 ficou clara a necessidade de que o Brasil volte a crescer após 25 anos de estagnação de seu rendimento per capita
(crescimento médio de 0,34% ao ano). O desejo reafirmado pelo Presidente reeleito é um crescimento de 5% ao ano. O Brasil vem recuperando sua poupança interna que atingiu em 2006 24% do PIB (nos três primeiros trimestres); no entanto, 5% do PIB está sendo transferido para o exterior (poupança externa negativa) o que resulta em um investimento de 19% do PIB. Como cerca de 11% do PIB é o que se tem de investir para repor a depreciação do estoque de capital resta um investimento líquido de 8% do PIB suficiente para crescer cerca de 3% ao ano no máximo (no contexto atual de conteúdo tecnológico e de produtividade do capital).
Então, para crescer no ritmo desejado de 5% ao ano, e mais adiante além disso, teremos que: 1) inicialmente usar melhor a capacidade de produção existente aumentando a produtividade de capital: 2) encontrar os meios para reduzir o volume