A expressão ‘Ilhas de Calor’ refere-se aos locais onde acontece um fenômeno climático no qual a temperatura se desvia de um padrão de normalidade, sobretudo nas áreas centrais das grandes cidades urbanizadas. Nessas cidades, a temperatura média é cerca de 4 a 6 graus Celsius mais elevada que em seu entorno. No entanto, em alguns casos, como o exemplo da cidade de São Paulo, essa diferença pode atingir a marca dos 10 graus Celsius. A esse grande isolamento térmico das grandes cidades atingidas em relação ao seu entorno deve-se a comparação com uma ilha. Essa elevação da temperatura é causada por inúmeros fatores relacionados à urbanização. A grande concentração de casas e edifícios e a pavimentação das ruas (que conservam cerca de 97% da irradiação dos raios solares) tornam esses lugares extremamente quentes, pois os prédios e grandes construções impedem a circulação do ar, além de diminuir a umidade relativa do ar e de absorver diretamente a radiação solar. A utilização em massa de automóveis e o grande número indústrias também tem provocado o lançamento em grande escala de diversas substâncias na atmosfera, tais como monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2), dióxido de enxofre (SO2), entre outras . Essas substâncias, ao reagir com as demais presentes na atmosfera, além de produzir outras substâncias nocivas ao ser humano, contribuem para o aumento da temperatura atmosférica. E a poluição do ar também impede a dispersão de calor à noite. Ao destruir as áreas verdes, o ser humano mata espécies vegetais responsáveis pelo processo de evapotranspiração, diminuindo ainda mais a umidade na região. Além disso, devido à alta taxa de pavimentação nesses locais, há grande impermeabilização do solo e o calor fica ali retido. Desse modo, os prédios e grandes construções impedem a circulação do ar, formando um espaço quente e abafado, proveniente do calor emitido pelos raios solares e retido no asfalto e no concreto.
A formação desse fenômeno resulta em