Homofobia
Quem discrimina homossexuais pode pegar prisão. Foto: Túlio Moura.
REPORTAGEM: TÚLIO MOURA, 3° SEMESTRE MATUTINO
A Câmara dos Deputados aprovou em abril, o projeto de lei que transforma em crime o preconceito contra homossexuais. Se for aprovado no Senado, quem praticar, induzir ou incitar a discriminação terá que pagar multa ou ser preso cuja pena pode chegar a três anos. Questões recorrentes como opinião pública e liberdade religiosa, são pautadas novamente, que querendo ou não, tendem a "esquentar" o debate.
H.L. que pediu para não ser identificado porque não assumiu a homossexualidade abertamente para a família e amigos, diz acreditar que o projeto é válido, mas não crê em uma mudança de postura da população. "Tudo é uma forma de adaptação, mas acho difícil uma mudança de visão da sociedade."
O entrevistado ainda alerta que os próprios homossexuais não colaboram com a situação, contribuindo para um olhar preconceituoso. "Mesmo sendo homo não concordo com algumas atitudes, vulgaridade é a principal."
O sociólogo e professor universitário Wilson Sanches também questiona o efeito da possível lei. "Existem duas coisas dentro da sociedade, a legalidade e a legitimidade. Nem sempre aquilo que é legal é legítimo." Sanches aposta na cultura e no tempo como bases para que o projeto dê certo "A transformação na sociedade só ocorre no decorrer do tempo e com informação."
Para o advogado cível e trabalhista Alan Oliveira, o projeto vem para orientar a sociedade, apesar de ter sido pouco divulgado. No entanto, o profissional chama a atenção do compromisso das pessoas com a legislação. "Se a sociedade não corresponder isso pode virar uma lei morta", diz o advogado. "Chega ser até um absurdo você fazer uma lei para respeitar o ser humano."
Na Igreja o cenário é o mesmo. Considerada