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A Filosofia da Composição
A construção habitual de uma narrativa se dá por meio da tese concedida ao leitor, ou uma é sugerida por um incidente do dia, ou ainda o autor constrói uma combinação de acontecimentos que servirão como base para a narrativa. Allan Poe discorda desse maneira habitual de construção, pois prefere começar com a consideração de um efeito e manter sempre a originalidade em vista. Ele considera que seria melhor trabalhar com os incidentes ou com o tom - com os incidentes habituais e o tom especial ou com o contrário, ou com a especialidade tanto dos incidentes, quanto do tom - depois de procurar em torno de si (ou melhor, dentro) aquelas combinações de tom e acontecimento que melhor o auxiliem na construção do efeito. Poe questiona quão interessantemente podia ser escrita uma revista, por um autor que quisesse, isto é, que pudesse pormenorizar, passo a passo, os processos pelos quais qualquer uma de suas composições atingia seu ponto de acabamento. Ele afirma relembrar os passos progressivos de qualquer de suas composições; e, desde que o interesse de uma análise, ou reconstrução, tal como a que tem considerado um desiderato, é inteiramente independente de qualquer interesse real ou imaginário na coisa analisada, não se deve encarar como falta de decoro de sua parte, mostrar o modus operandi pelo qual uma de suas próprias obras se completou. Poe comenta sobre sua primorosa obra, “O Corvo; nenhum ponto de sua composição se refere ao acaso, ou à intuição, que o trabalho caminhou, passo a passo, até completar-se, com a precisão e a sequência rígida de um problema matemático. Ao compor uma obra, Poe preocupa-se com sua extensão, já que considera a influência de mundo sobre sua leitura, caso fosse necessário mais de um dia para ser lida, os negócios do mundo interferem e tudo o que se pareça com totalidade é