Globalização e trabalho
De acordo com o texto O trabalho na era da globalização: passos para a escravidão, de Viviann Rodriguez Mattos, o crescimento do trabalho precário, sendo este o trabalho que não apresenta estabilidade, consequentemente não cumprindo o propósito desta atividade, que é oferecer condições dignas de sustento e garantir a cidadania, foi a mudança mais perceptível em questões de trabalho nos últimos tempos e isso pode ter ocorrido em virtude do processo de abertura de fronteiras para os mercados, passando a englobar diversos países. As mudanças ocorridas nos mercados como consequência da globalização e dos avanços tecnológicos trazidos por ela, obrigaram a aceitação da abertura de fronteiras e transnacionalização dos mercados, sendo que os países que discordaram desta prática, atualmente, ainda sofrem reflexos disto e são reconhecidos pela decadência.
Como a transnacionalização não podia ser evitada, alguns países menos desenvolvidos social e economicamente se obrigaram a utilizar sua força de trabalho como forma de troca e atração para investimentos externos. Isso provocou exclusão social e precarização do trabalho, visto que os países não apresentavam políticas para controlar esses fatores. A precarização do trabalho passou a ocorrer, então, de forma semelhante à escravidão, o que sensibilizou a força de trabalho de todo o mundo.
Ainda, em virtude da necessidade de fazer uso da globalização capitalista e de os países menos desenvolvidos não conseguirem alcançar investimentos externos para fornecer crescimento econômico, começaram a globalizar também doenças, juntamente com a força de trabalho. Isso porque, a globalização em prol da humanidade não é priorizada, somente é visado o crescimento econômico e isto poderá ser motivo para que a sociedade em torno do mundo caminhe de encontro à escravidão.
Segundo Ricardo Groselli, em Globalização e seus impactos no mercado de trabalho no Brasil, a globalização foi motivo para