Gipsita
Ministério da Ciência e Tecnologia
GIPSITA
Capítulo 21
Carlos Adolpho Magalhães Baltar
Engenharia Metalúrgica, D.Sc.
Flavia de Freitas Bastos
Engenheira de Minas
Adão Benvindo da Luz
Engenharia de Mineral, D.Sc.
Rio de Janeiro
Novembro/2005
CT2005-122-00 Comunicação Técnica elaborada para Edição do Livro
Rochas & Minerais Industriais: Usos e Especificações
Pág. 449 a 470
Rochas e Minerais Industriais – CETEM/2005
449
21. Gipsita
Carlos Adolpho Magalhães Baltar1
Flavia de Freitas Bastos2
Adão Benvindo da Luz3
1. INTRODUÇÃO
O mineral gipsita é um sulfato de cálcio di-hidratado (CaSO4.2H2O), que ocorre em diversas regiões do mundo e que apresenta um amplo e diversificado campo de utilizações. O grande interesse pela gipsita é atribuído a uma característica peculiar que consiste na facilidade de desidratação e rehidratação. A gipsita perde 3/4 da água de cristalização durante o processo de calcinação, convertendo-se a um sulfato hemidratado de cálcio (CaSO4.1/2H2O) que, quando misturado com água, pode ser moldado e trabalhado antes de endurecer e adquirir a consistência mecânica da forma estável rehidratada.
A gipsita pode ser utilizada na forma natural ou calcinada. A forma natural é bastante usada na agricultura e na indústria de cimento. Enquanto a forma calcinada, conhecida como gesso, encontra várias utilizações na construção civil, como material ortopédico ou dental etc.
O gesso, inicialmente usado em obras de arte e decoração, é um dos mais antigos materiais utilizados pelo homem, conforme atestam algumas importantes descobertas arqueológicas (Peres et al., 2001; Domínguez e Santos, 2001). O gesso foi encontrado em ruínas do IX milênio a.C. na Turquia; em ruínas do VI milênio
a.C. em Jericó e na pirâmide de Keops (2.800 anos a.C.), entre outras descobertas.
O alabastro (gipsita com hábito fibroso) foi utilizado pelas civilizações antigas para confecção de esculturas e outras