Gestão de Competências: um fator de vantagem competitiva
Especialista em Gestão de Pessoas - UPIS.
Consultor do Programa das Nações Unidas.
Mestrando em Psicologia - UnB.
Gestão baseada nas competências: um fator de vantagem competitiva O ritmo crescente das mudanças no mundo corporativo instiga o repensar dos ambientes organizacionais e as variáveis que os compõem. Esse contexto remete a uma discussão sobre modelos de gestão potencialmente eficazes à nova realidade, marcada pela evolução do conceito de pessoas nas organizações. Partese de uma configuração de estrutura organizacional rígida e piramidal em meados do século XX – na qual as pessoas eram vistas meramente como fatores de produção, com o objetivo de servir à tecnologia (apêndice da máquina) – para momentos organizacionais mais “humanos”, caracterizados por pensamentos que consideram fundamental a participação das pessoas, pois nelas reside o “capital maior” para o sucesso da organização – o conhecimento.
Conscientes da importância da qualificação de seus empregados/colaboradores ou ainda talentos humanos1 , os dirigentes passaram a atribuir maior relevância à gestão estratégica de recursos humanos, principalmente no que se refere ao desenvolvimento de competências humanas ou profissionais2 . O interesse pelo assunto estimulou a realização de vários estudos, dando origem a uma corrente teórica que propõe a gestão baseada nas competências3 , como mecanismo para promover a vantagem competitiva e o sucesso organizacional.
O que é Gestão de Competências?
Para que se possa entender melhor o modelo emergente, propõe-se o resgate dos conceitos essenciais do tema proposto. A expressão “competência” já era utilizada na Idade Média, como a “faculdade atribuída a alguém ou a uma instituição para apreciar ou julgar certas questões”. Tal termo pertencia essencialmente à linguagem jurídica. Os juristas declaravam que determinada corte ou indivíduo era
“competente” para dado julgamento ou para realizar certo ato. Conseqüentemente,