Geografia Crítica
A geografia crítica, teve seu início em meados da década de 1970. Também conhecida como Geocrítica, é uma corrente, que propôs romper com a ideia de neutralidade científica ou seja a da Geografia tradicional. Assim, fez da geografia, uma ciência adequada a elaborar uma crítica radical à sociedade capitalista. O livro A Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra, de Yves Lacoste, foi o pontapé inicial para o nascimento da Geocrítica.
Nesta década, ocorreu vários fenômenos sociais nos Estados Unidos. O país, vivenciou um momento bastante conturbado, com grandes manifestações contra as políticas governamentais, e também com a Guerra do Vietnã e movimentos feministas acabou que resultou em contradição do qual o verdadeiro sentido em que se move o capitalismo. Com todos esses acontecimentos, fez com que a Geografia não fosse mais “neutra” e sim comprometida com a justiça social. A geografia crítica encetou um diálogo com a Teoria crítica (isto é, com os pensadores da Escola de Frankfurt), com o anarquismo (Réclus, Kropotkin), com Michel Foucault, com Marx e os marxismos com os pós-modernistas e inúmeros outras escolas de pensamento inovadoras. Mas ela principalmente representou uma abertura para um entrosamento com os movimentos sociais: a luta pela ampliação dos direitos civis e principalmente sociais, pela moradia, pelo acesso à terra ou à educação de boa qualidade, pelo combate à pobreza, aos preconceitos de gênero, de cultura/etnia e de orientação sexual, etc.
A corrente crítica, defendia também a mudança do ensino da geografia nas escolas, ao estabelecer uma educação que estimulasse a inteligência e o espírito crítico, ao contrário da memorização de conceitos. Isso, porém, não justifica a ideia de que não havia trabalhos de pesquisa de qualidade e com preocupações teóricas no âmbito da geografia tradicional, como muitas vezes se pensa. De outro lado, a perspectiva crítica esbarrava na geografia pragmática. O