1. Introdução [1] [2] [3] Duas condicionantes principais definem os progressos e desenvolvimentos dos processos de refino do aço: Em primeiro lugar, é evidente que as ações realizadas nas etapas de refino têm efeito direto sobre a composição química. Além disto, direta ou indiretamente,estas ações afetam em maior ou menor escala um amplo conjunto de propriedades dos aços. As condições básicas para a definição do tipo e tamanho das inclusões não-metálicas, os limites possíveis para a segregação durante a solidificação, por exemplo, são características definidas durante o processo de refino. Com o melhor conhecimento desenvolvido sobre o efeito dos elementos de liga e residuais sobre as propriedades dos aços, as demandas sobre os processos de refino vêm aumentando, tanto sob o ponto de vista de capacidade de controle de cada vez mais elementos presentes no aço, como sob o aspecto da precisão deste controle. Dependendo do tipo de escórias, e conseqüentemente de refratário, empregados, os processos de aciaria dividem-se em processos ácidos ou básicos. Enquanto o carbono, manganês e silício podem ser removidos facilmente com qualquer dos dois tipos de processos, o enxofre e o fósforo somente são removidos em condições especiais, atendidas apenas pelos processos básicos, onde cal (CaO é o óxido básico mais comum) é adicionada ao sistema para formar uma escória básica, capaz de reter os compostos de fósforo e enxofre formados durante o processo de refino. Obviamente, a grande maioria dos processos de aciaria modernos são processos básicos. O princípio químico empregado no refino do gusa para obtenção do aço é a oxidação. Assim, todos os processos de aciaria envolvem meios de introduzir quantidades controladas de oxigênio no metal a refinar. O oxigênio se combina com os elementos indesejáveis (exceto o enxofre) e, inevitavelmente, com parte do ferro, formando óxidos que podem deixar o sistema como gases ou passar à escória. A remoção do enxofre em condições oxidantes é