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1.ª Parte: Texto
Lê o texto com atenção:
A Consoada do Garrinchas
O algodão em rama caía das nuvens e Garrinchas, branco como um moleiro, chegou ao adro da capela. Entrou no alpendre, sacudiu-se e reparou que a porta apenas estava encostada. Vá lá! Do mal, o menos. Em caso de necessidade podia entrar e abrigar-se dentro. Saiu, apanhou um bocado de lenha e tentou acendê-la. Mas estava verde e húmida e o lume, depois dum clarão animador, apagou-se. Recomeçou três vezes e três vezes o mesmo insucesso. O ar da montanha paralisava e começava a escurecer. Foi, então, à sacristia ver se encontrava um bocado de papel. Descobriu um jornal e, agradecido ao céu por aquela ajuda, olhou o altar. A Mãe de Deus, com o filho ao colo, parecia sorrir-lhe: - Boas Festas! – desejou-lhe, a sorrir também. Daí a pouco, a fogueira estava acesa. Enxuto e quente, o Garrinchas cortou um pedaço de broa e uma fatia de febra. Mas antes da primeira dentada, ergueu-se e chegou-se à entrada da capela. - É servida? A Santa pareceu sorrir-lhe outra vez e o menino também. E o Garrinchas não esteve com meias medidas: entrou, dirigiu-se ao altar, pegou na imagem e trouxe-a para junto da fogueira. - Consoamos aqui os três – disse. – A Senhora faz de quem é; o pequeno a mesma coisa e eu, embora indigno, faço de S. José. Miguel Torga, “Novos Contos da Montanha” adaptado
2.ª Parte: Compreensão do texto
1. Diz o nome do autor do texto.
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2. Localiza esta história no espaço e no tempo.
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3. Numera as frases de 1 a 6 de acordo com os acontecimentos do texto, correspondendo o número 1, ao primeiro acontecimento.
Entrou no alpendre e sacudiu-se.
O