farmaceutico sus
Em 1988 o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado para executar ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde, obedecendo aos princípios de universalidade, igualdade e integralidade do acesso às ações e serviços. Em relação ao profissional farmacêutico, observa-se uma lacuna de 10 anos entre o estabelecimento do SUS e o ingresso deste profissional, a inclusão da assistência farmacêutica na agenda do Governo Federal no Brasil se deu apenas a partir de 1998. Se de um lado, os programas para oferta de medicamentos começaram a se organizar efetivamente após 10 anos da criação do SUS, por outro, os esforços para reorientação da assistência farmacêutica são ainda mais recentes (Vieira FS 2008).
Em relação à atividade do farmacêutico neste teatro de operações, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu que este é o profissional com melhor capacitação para conduzir as ações destinadas à melhoria do acesso e promoção do uso racional dos medicamentos, sendo ele indispensável para organizar os serviços de apoio necessários para o desenvolvimento pleno da assistência farmacêutica. Considera-se que a relação direta, orientação e acompanhamento do usuário do medicamento, seja o momento mais importante no trabalho do farmacêutico, pois este profissional é o detentor privilegiado do conhecimento sobre os medicamentos. Porém, essa atividade pode ser considerada ainda incipiente no serviço público de saúde, devido a dificuldades desse profissional em traduzir o conhecimento formal para atividades junto ao público e, conseqüentemente, estabelecer os parâmetros de avaliação de seu impacto na qualidade do serviço e na melhoria da saúde da população (Osvaldo de Freitas 2007)
Atualmente, no que tange à organização e ao financiamento da Assistência Farmacêutica no âmbito do SUS, percebe- se duas realidades um tanto quanto distintas. Por um lado, a Assistência Farmacêutica legal consolidada e estruturada pelas respectivas leis e portarias, e que de certa forma