Exploração dos Países Africanos
A indústria africana é uma das mais pobres do mundo; sua participação na economia do continente se limita a cerca de 26% do PIB. O setor que mais se destaca é o ligado à mineração. Mesmo a grande variedade de matérias-primas, sobretudo minerais, que poderia ser utilizada para promover a indústria africana, é destinada basicamente ao mercado externo.
Atuando nesse panorama, as modestas indústrias africanas dedicam-se, em geral, ao beneficiamento de matérias-primas, como madeiras, óleos comestíveis, açúcar e algodão, ou ao beneficiamento de minérios para exportação. As poucas cidades que apresentam algumas indústrias estão quase sempre no litoral.
As indústrias têxteis e alimentícias, voltadas para o mercado interno, encontram-se em todos os países do continente, enquanto na África do Sul, no Egito e na República Democrática do Congo estão instaladas as principais indústrias de base (siderúrgicas, metalúrgicas, usinas hidrelétricas etc.). Essa circunstância justifica o fato de a África do Sul e o Egito serem os países mais industrializados do continente.
O sistema de transportes, bastante precário, constitui um entrave ao desenvolvimento industrial. A África ainda não possui uma rede rodoviária e ferroviária que interligue eficazmente suas regiões.
A União Africana pretende impulsionar a economia por meio do programa Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (Nepad). O objetivo é atrair investimentos estrangeiros que tragam o crescimento em troca da adoção de políticas fiscais rigorosas pelos países. A iniciativa tem o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. África possui grandes reservas minerais, fato proporcionado em razão de sua formação geológica, que é da idade pré-cambriana, predominante das eras Arqueozoica e Proterozoica. Portanto, essa região é formada por terrenos muito antigos, apresentando condições favoráveis para a formação de minérios.
Atualmente, esse continente abriga cerca de 8% das reservas