exegese do antigo testamento
Testamento
Prof. Dr. Lademir Renato Petrich
Exegese do Antigo
Testamento
Sobre o Autor
Prof. Lademir Renato Petrich:
P
ossui graduação em Teologia pela Universidade Luterana do Brasil
(2001) e graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (1996). Tem especializações nas áreas de Teologia Pastoral, Administração Educacional e Ciência da Religião. É Mestre e Doutor em Ciência da Religião (área de concentração em Filosofia da
Religião) pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). É professor do departamento de Teologia e coordenador de Pós-Graduação na Faculdade Missioneira do Paraná (FAMIPAR) e professor do curso de Tecnologia em
Recursos Humanos na UNIVEL, Cascavel - Pr.
Apresentação
A
Escritura Sagrada já foi comparada a um oceano. Há lugares em que as águas são rasas a ponto de uma criança poder sentar e brincar sem medo de afundar. Em outros, no entanto, as águas são tão profundas que mesmo um navio pode submergir e nas quais um nadador experiente pode se afogar.1 Evidentemente, os livros que compõem o Antigo Testamento não fogem à regra.
O Antigo Testamento é um conjunto de trinta e nove livros que apresentam uma variedade de estilos literários: narrativas, códigos legais, regras litúrgicas, orações, canções, oráculos proféticos, textos de sabedoria, anúncios escatológicos e apocalípticos, entre outros. Em muitos desses textos, o significado parece evidente e claro, restando ao leitor o trabalho de atualizar a mensagem e aplicá-la a sua vida. Em outros, porém, claramente se adentra em águas profundas e o significado parece distante, confuso e obscuro.
Tanto nos textos “evidentes2” quanto obscuros, a exegese torna-se uma ferramenta de auxílio fundamental. O seu objetivo principal é aproximar o leitor o mais próximo possível do sentido original pretendido pelo agiógrafo3 a fim de possibilitar sua interpretação e atualização. É bem verdade que toda exegese bíblica