Estudo de musculatura em Jundiá
O tecido muscular é um dos responsáveis pelo movimento corporal, sendo composto por fibras musculares. A principal parte comestível dos peixes é composta de fibras de musculatura branca e a temperatura de incubação pode alterar o número, tamanho e distribuição dessas fibras, influenciando na textura e, consequentemente, a qualidade da carne. No presente estudo, larvas e pós-larvas de jundiá (R. quelen) foram mantidos a 21 e a 27oC desde a fecundação. O potencial de formação de músculo foi avaliado pela morfometria do músculo. A morfometria é a análise da forma do corpo ou da célula em relação ao tamanho através de métodos numéricos. É muito usada na biologia evolutiva, além de propiciar a interpretação e comparação dos padrões de variação de caracteres quantitativos. Em média, 30 cortes histológicos transversais de cada estádio e em cada situação experimental foram analisados (duplo cego). Utilizando o programa MetaSystems/ VSViewer, foi medida a área superficial total da região contendo músculo esquelético, bem como a área superficial e o perímetro de 10 fibras musculares individuais, escolhidas aleatoriamente em cada corte. Quantificou-se o número total de fibras musculares no corte. A densidade de fibras musculares (fibras por mm2) foi calculada. A área total coberta por musculatura esquelética e o número de fibras musculares presentes nesta área não variou nas larvas (24 e 48 hpe) entre 21 e 27°C. No entanto, as pós-larvas (7 dpe) incubadas a 27°C apresentaram maior área total em secção transversal ocupada pela musculatura quando comparados àqueles incubados a 21°C. Por outro lado, o número total de células musculares das pós-larvas foi menor a 27°C quando comparadas às pós-larvas incubadas a 21°. Individualmente, as fibras musculares apresentaram maior área nas larvas com 48 hpe à temperatura mais alta que na mais baixa, não houve, porém, diferença