Estudante
Déborah Fontenele de Oliveira* 1. Introdução
Em termos históricos, as mais antigas descrições de homossexualidade aparecem, na Bíblia, no livro de Gênesis, capítulo 19, quando os habitantes de Sodoma queriam invadir a casa de Ló, se oferecendo sexualmente aos homens que lá estavam hospedados (CORRÊA et al., 2010). Relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo são conhecidas e aceitas desde tempos remotos em civilizações como a Grécia, Roma, Pérsia e China, mas os egípcios, hebreus e assírios condenavam esta prática (CECCARELLI, 2008).
A palavra homossexualidade foi utilizada pela primeira vez em 1869, em um panfleto alemão. Até meados da década de 1960, ainda era visto por muitos comoum transtorno sexual. Em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria o retirou da classificação de distúrbios mentais eno ano de1985, a OMS (Organização Mundial da Saúde) não mais o classificava como doença.
Dando um salto de quase 15 anos, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) aprovou a Resolução nº 001/99, em 22 de Março, no seu Art. 2º:
“Os psicólogos deverão contribuir, com seu conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas”.
Segundo a OMS, a adolescência compreende aproximadamente a idade de 10 a 19 anos. Essa fase caracteriza-se por uma série de transformações biopsicossociais, como a iniciação da vida sexual, tendência à formação de grupos, construção da identidade, escolha profissional, entre outros. Todas essas mudanças trazem consigo uma série de dúvidas em relação ao próprio corpo e a sociedade em que o jovem se insere, tornando-o instável, confuso e irritado.
Estudar e compreender os homossexuais durante a adolescência, com ênfase nos contextos escolar e familiar e como a Psicologia aborda a questão da homossexualidadeserá o foco deste trabalho. A metodologia utilizada foi a