Estudante
Transnacionalismo e Estados-Nação: Os transmigrantes continuarão a participar nas estruturas de poder dos Estados-Nação?
Este ensaio aborda as relações entre os transmigrantes e os
Estados-nação sobre a perspetiva do campo social transnacional.
Esta perspetiva permite ultrapassar os limites do nacionalismometodológico. Pretende-se, com base nos contributos de autores como Alejandro Portes e Nina Schiller, perceber que condições podem levar os transmigrantes a participar nas estruturas de poder dos Estados-nação. Apercebemo-nos que as relações de poder nos Estados-nação podem ser alteradas devido a influência dos transmigrantes. A participação dos transmigrantes nas estruturas de poder dos Estados-nação tendem a prevalecer ao longo do tempo, porem a sua intensidade depende dos contextos dos campos sociais, das estratégias de retenção de lealdade dos atores políticos e das estratégias económicas dos transmigrantes.
Palavras-chave: Transnacionalismo, Estado-nação, Campo social
Kim Cruz | 31764
Novembro, 2013
Desde do século XIX que a ideia de estado-nação transmitiu uma sensação de interesse comum e unidade a povos heterogéneos (Schiller, et al., 1992). Esta ideia
“fictícia” observa-se no fato de muitas nações verem na base das suas fundações uma homogeneidade étnica, definida por uma língua, cultura tradições e história comum
(Castles, 2000). Com a globalização, o desenvolvimento e difusão das tecnologias de transporte e comunicação aumentaram as formas de ligação não só dentro das fronteiras mas também entre os estados-nação. Esta simplificação nas conexões também acentuou os fluxos migratórios interestatais e intercontinentais. O nacionalismo-metodológico impediu uma compreensão abrangente sobre a incorporação, o enraizamento, as identidades e práticas sociais fora do estado-nação (Levitt & Schiller, 2010).
Com este ensaio pretende-se explorar as atividades dentro do campo-social transnacional e do campo