Estudante
O Estado, sua formação, sua fundação e sua manutenção são temas recorrentes no texto de O Príncipe.
A política foi vista por ele como "amoralidade", sem ser imoral ou moral. Para Maquiavel, ao menos no livro "O Príncipe", o importante era conquistar o poder e se manter nele. "O Príncipe" foi escrito com vistas a ser útil ao reino de Florença, visto que na Itália de sua época, reinava uma enorme confusão: "a tirania impera em pequenos principados, governados despoticamente por casas reinantes sem tradição dinástica ou de direitos contestáveis. A ilegitimidade do poder gera situações de crise e instabilidade permanente. “
Ao refletir sobre a realidade da sua época, elaborou não uma teoria do Estado moderno, mas sim uma teoria de como se formam os Estados, de como na verdade se constitui o Estado moderno. Isso é o começo da ciência política; ou da teoria e da técnica da política entendida como uma disciplina autônoma, separada da moral e da religião.
Controvérsias a parte, creio que o pensamento de Maquiavel contribuiu na construção da ciência política. Esta possibilitou um aprofundamento das idéias sobre o estado, inclusive lançando as bases de uma organização assentada sobre valores pátrios, ou seja, o Estado Nacional. De certa forma, a preocupação que Maquiavel tinha por Florença mostra preocupação nacionalista. E deixa entrever as possibilidades de um Estado Nacional.
O Estado, para Maquiavel, não tem mais a função de assegurar a felicidade e a virtude, segundo afirmava Aristóteles. Também não é mais – como para os pensadores da Idade Média – uma preparação dos homens ao Reino de Deus. Para Maquiavel o Estado passa a ter suas próprias características, faz política, segue sua técnica e suas próprias leis.
“Esmagar ou reduzir à impotência a oposição interna, atemorizar os súditos para evitar a subversão e realizar alianças