Escrever a história das mulheres [Resenha]
Graziela de Moraes D’Annibali (4° semestre - História)
Perrot, Michelle. Escrever a história das mulheres. IN: Minha História das Mulheres. Ed. Contexto, 2007. Pag. 13-36.
De acordo com o texto, o silêncio envolto da história das mulheres era um silêncio profundo que estava submerso ao esquecimento, ao qual anula-se a massa da humanidade. Outra característica que ressalta é a invisibilidade, em que as mulheres seriam menos vistas e pouco falava-se destas, deixando poucos vestígios acerca dos direitos, escritos ou materiais à respeito da história das mulheres. Perrot descreve como o “silêncio mais profundo”, o silêncio do relato constituído pelos primeiros historiadores gregos ou romanos que focaram a história em torno do homem, não dando tanta relevância a passagem da mulher naquele contexto histórico. No entanto, por volta dos anos 1960 deu-se na Grã Bretanha e nos Estados Unidos da América o advento da história das mulheres. Estas passariam a ser descritas em dois fatores: sociológicos, ou seja, a presença da mulher na universidade e os fatores políticos, que envolviam o movimento de liberação das mulheres, desenvolvido à partir dos anos 1970, o que fizera nascer o desejo de um outro relato, de uma outra história. No entanto, para descrever a história das mulheres seriam necessários fontes, mas os vestígios, desfeitos e arquivos foram constantemente destruídos. A própria língua por ausência de registros, é elaborada de maneira que, na mistura de gêneros feminino e masculino, dá-se o masculino para o plural. Visto que, no próprio casamento as mulheres perdiam o seu sobrenome, o que de maneira geral, leva a uma autodestruição da memória feminina. Em compensação existe uma abundância, de discursos sobre as mulheres por parte de obras feitas por homens, mas que não abordam o que as mulheres pensavam, como elas viam ou sentiam. O que ocorre frequentemente no relato dos filósofos, em que se fala muito das mulheres para