Escola de Atenas
1. Identificação
A Escola de Atenas
Vaticano
Rafael
1509-1510
Estilo Renascentista
500 cm X 700 cm
Fresco
Pintura com pigmentos à base de água, feita sobre gesso ou argamassa de cal queimada e areia, ainda fresco/a
A Escola de Atenas, Rafael
2. Enquadramento histórico e interpretação
Esta obra representa as quatro faculdades clássicas, a verdade adquirida através da razão dando mostras de um elevado grau de liberdade intelectual
O artista do Renascimento não via o homem como simples observador do mundo que expressava a grandeza de Deus, mas sim como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. O mundo era pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada. Os temas a representar continuavam a ser de carácter estritamente religioso, com a inclusão de um novo elemento a burguesia. Esta queria ser protagonista da história do cristianismo. Não é de admirar, portanto, que as pessoas se fizessem retratar em família à semelhança da imagem do nascimento de Cristo
Na pintura renascentista as figuras eram dispostas numa composição estritamente simétrica, a variação de cores frias e quentes e a utilização da luz permitiram criar distância e volume que pareciam ser copiados da realidade. Nesta obra, as figuras estão dispostas da esquerda para a direita, enquanto a arquitectura do eixo central é contrabalançada pelas paredes que avançam de ambos os lados.
A reprodução da figura humana, a expressão das suas emoções e o movimento ocuparam lugar igualmente preponderante.
Em lugar da ilustração recorrer às figuras alegóricas, como era hábito nos séculos XIV e XV, mostrando o olhar para o infinito, Rafael submete o espaço pictórico às leis do plano, revelando conhecimento da arquitectura dos banhos romanos, fazendo a síntese entre o pagão e o profano.
As figuras solenes de pensadores e filósofos – juntas em cada tema – representam um verdadeiro debate filosófico: astronomia, geometria, aritmética e geometria dos