EQUILÍBRIO DE PODER
Quando duas nações querem manter ou alterar o seu status quo acontece o equilíbrio de poder. Hans Joachim Morgenthau defende no capítulo XI do seu livro A política entre as Nações este conceito. Segundo ele, este equilíbrio ocorre em todas as esferas do poder. Os homens tendem a se equivocar dizendo que apenas homens maus utilizam do equilíbrio de poder, pois o equilíbrio é algo inevitável. Portanto, não existem estadistas bons ou ruins por usar desta tática, e sim por ser algo necessário e inevitável. Neste capítulo, o autor ira demonstrar como isto se comporta através do equilíbrio de poder no conceito universal, dentro da política doméstica e dentro dos dois principais padrões propostos por ele.
O equilíbrio de poder universal para Hans Morgenthau é a estabilidade dentro de um sistema, e é necessário em todas as áreas, seja nas ciências como a física, a biologia, a economia, a sociologia e a ciência política, quanto no equilíbrio do corpo humano. O corpo esta sempre se modificando, em processo de crescimento, e tentando sempre superar as alternações que ocorrem, como um ferimento, ou a falência de um órgão, e dessa maneira sempre mantendo seu equilíbrio. Por isso sempre que o equilíbrio de um sistema é perturbado, a sua tendência é supri-lo, restabelecendo o seu balanço ou criando um novo modelo de estabilidade.
Para o escritor, o capitalismo contemporâneo é um sistema de “poder compensatório”, em que a sociedade é considerada como um todo, precisando sempre estar em equilíbrio entre suas regiões, Norte e Sul, Leste e Oeste, entre suas atividades, como agricultura e indústria, indústrias leve e pesada, pequenas e grandes empresas comerciais, produtores e consumidores, administração e pessoal, entres grupos funcionais distintos, como cidade e campo, os velhos, os de idade mediana e os jovens, a esfera econômica e política, as classes médias e as classes alta e baixa.
De acordo com Morgenthau há duas hipóteses em toda forma de