Epistemologia
Instituto de Ciências Sociais
Introdução a Epistemologia Científica
Professora: Marcela Martinez
Alunos: Gopala Miron e Felipe Fabrício Silva
Resenha Crítica sobre o texto MORAES, M. C. M. "Notas introdutórias à epistemologia e à história das ciências." In: HUHNE, L (org.). Filosofia e ciência. Rio de Janeiro: Uapê: SEAF, 2008.
O texto de Leda Miranda Hühne, Filosofia e Ciência, faz uma reflexão crítica sobre o que é epistemologia, explicando as duas correntes de pensamento além de contextualizar com os estudos de diversos filósofos. A primeira abordagem é a dos positivistas. Eles tentam buscar uma lei universal para a definição da ciência, organizando hierarquicamente as disciplinas, além de definir os limites das várias regiões científicas, sem interdisciplinaridade. “É vista como uma atividade autônoma que progride de forma linear e acumulativa, por si mesma e a partir de si mesma”. Dessa forma, percebe-se que os positivistas já partem de pressuposto errôneo, o de que a ciência é uma verdade incontestável, sem falhas, afirmando, assim, que a epistemologia é a “ciência da ciência” capaz de enunciar por si mesma os princípios da sua teoria. Augusto Comte, o principal pensador positivista, não só possuía uma teoria pra ciência, mas também pra organização da sociedade, a qual deveria ser guiada pelo sentido positivo de desenvolvimento científico. A corrente histórica conhecida também como história da ciência analisa os conhecimentos do passado e traz para o presente àquilo que se faz atual, que é ainda compreensível aos dias de hoje. Portanto, é uma lógica que não se constrói das suas origens para o presente, como faziam os pensadores positivistas, se dá de forma justamente oposta. Seu objetivo é analisar a superação dos obstáculos o que torna possível o progressivo acesso a racionalidade que era à base do pensamento histórico.