Emiss Es De Carbono E A Constru O Civil
Artigo | 27/02/2011 por Anderson Benite / Diretor da Unidade de Sustentabilidade do CTE
Enchentes, secas, recordes de temperaturas. São tantas as surpresas que não há como negar que mudanças climáticas estão ocorrendo em diversas localidades do planeta. Muito ainda se discute sobre a magnitude dos impactos ambientais: qual será a elevação do nível dos mares, quais os países mais afetados e quando os efeitos começarão a ser críticos. Entretanto, a relação direta entre as emissões atmosféricas provenientes das atividades humanas e o aquecimento global já está comprovada pela Ciência.
A construção civil é reconhecida como uma das atividades de maior pegada ecológica em nosso planeta. Segundo dados das Nações Unidas, a construção consome 40% de toda energia, extrai 30% dos materiais do meio natural, gera 25% dos resíduos sólidos, consome 25% da água e ocupa 12% das terras. Infelizmente, a construção também não fica atrás quando se trata de emissões atmosféricas, respondendo por 1/3 do total de emissões de gases de efeito estufa.
Nas edificações, as emissões são prioritariamente provenientes do uso de energia, sendo de 80 a 90% geradas na etapa de uso e operação (aquecimento, condicionamento de ar, ventilação, iluminação e equipamentos). Outros 10 a 20% estão ligados à extração e ao processamento de matérias-primas, à fabricação de produtos e à etapa de construção e demolição.
O Brasil possui uma matriz energética relativamente limpa com relação a outros países: a maior parte da energia é gerada em usinas hidroelétricas, cujas emissões são bem menores se comparadas às das termoelétricas (queima de derivados de petróleo, carvão, gás, etc.). Com essa matriz energética “limpa”, os números apresentados se invertem e as etapas da fabricação de materiais e da construção ganham grande importância.
Um estudo realizado pela ATA – Ativos Técnicos Ambientais em parceria com o CTE – Centro de Tecnologia de Edificações — empresas