Eleandro de oliveira prado
Eleandro Oliveira Prado*
UESB - eleandrooprado@gmail.com
Nilton Milanez**
UESB - niltonmilanez@hotmail.com
RESUMO: Este trabalho está sendo desenvolvido no quadro dos estudos do Labedisco/ UESB, com o objetivo de compreender o corpo e a construção do horror por meio de materialidades linguísticas e imagéticas para a produção dos sentidos. E, tem como objetivo de analisar o filme argentino XXY (Lúcia Puenzo, Buenos Aires, 2007), por meio das noções de corpo e de monstruosidade no discurso fílmico sobre hermafroditismo no personagem principal Alex, interpretado pela atriz Inés Efron, a luz dos postulados de Michael Foucault (2001), e dos trabalhos de Nilton Milanez sobre transgressão, sexualidade e sujeito (2009); A cuca vai pegar (2011a) e Discurso e imagem em movimento (2011b).
PALAVRAS-CHAVE: Hermafroditismo, Monstruosidade, Sujeito.
INTRODUÇÃO
Menino ou menina? Essa interrogação não nos deixa esquecer que a identificação do sexo de uma criança gera surpresas e expectativas para muitos casais. A identidade do indivíduo passou a ser determinada pelo sexo. E se a menina quiser ser um menino? O sexo biológico é capaz de definir com exatidão a identidade de gênero de um indivíduo? E se a menina descobrir que é os dois? Mais polêmico é não possuir identidade alguma, pois a nossa sociedade não aceita o neutro, estabelecendo categorias dicotômicas de gênero a partir da definição do sexo biológico. Tais parâmetros ainda são tão fortes e arraigados que não conseguimos cogitar a hipótese da existência de um terceiro sexo, o(a) hermafrodita. Por tanto, pensaremos a construção do horror por meio da análise da imagem do hermafroditismo dentro do discurso fílmico em XXY.
MATERIAL E MÉTODOS
Inicialmente, fizemos uma análise do filme XXY destacando duas cenas: a primeira é quando três garotos, de forma violenta, descobrem os dois sexos de Alex e a segunda é o diálogo entre o pai de