EFEITOS DE HIPNOANALGÉSICOS
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA E FARMACOLOGIA
DISCIPLINA: FARMACODINÂMICA PARA FARMÁCIA
CURSO: FARMÁCIA
PROFESSORA: MARIA DO SOCORRO CORDEIRO FERREIRA
EFEITOS DOS HIPNOANALGÉSICOS EM Mus musculus
TERESINA, JUNHO DE 2013
INTRODUÇÃO
“São denominados opióides tanto derivados naturais do ópio como substâncias sintéticas, capazes de ligação à vários receptores específicos. Esses agentes são indicados no tratamento de dores agudas, moderadas ou intensas, não responsivas a analgésicos não-opióides o que, por sua natureza, não são a eles suscetíveis. Também são eficazes no controle da dor crônica, sendo tolerância e dependência fatores limitantes de uso prolongado” (FUCHS; WANNMACHER, 2010). “A morfina e opióides relacionados parecem exercer sua ação analgésica por interação com receptores pós-sinápticos específicos. Estudos sobre a ligação de drogas opióides e de peptídeos, em determinadas estruturas cerebrais, têm demonstrado a existência de quatro categorias principais de receptores, denominados µ (mu), κ (kapa) e σ (sigma). Admite-se que o receptor µ seja o responsável pela analgesia supra-espinhal, a depressão respiratória, a euforia e a dependência física dos opióides; o receptor κ, pela analgesia medular, a miose e sedação; o receptor σ, pela disforia, as alucinações, a estimulação respiratória e vasomotora. Acredita-se que os receptores σ, pela sua localização ao nível de regiões límbicas do cérebro, estejam relacionados às alterações do comportamento afetivo. A naloxona atua como antagonista competitivo ao nível dos receptores opióides, ao passo que outras drogas, como a pentazocina, nalbufina, butorfanol e meptazinol exercem ação agonista parcial sobre o receptor µ, funcionando, portanto, como agonistas-antagonistas” (SILVA, 1994).
Objetiva-se, com o presente trabalho experimental, demonstrar a ação analgésica e os efeitos de doses diferentes