EF
Bueno, Fernández e Sánchez (2007), baseados em instrumentos de medição mais recentes, propostos por Astrachan, Klein e Smyrnios (2002) e Uhlaner (2002), propõem um conceito amplo para a empresa familiar, sustentado por um conjunto das dimensões básicas citadas anteriormente, conforme Quadro 1.
É com base nestas dimensões que outros autores definem a empresa familiar. Assim, para Ulrich (1997), num sentido mais amplo, a empresa familiar se define como uma aquela cuja propriedade e administração – no sentido do controle sobre as decisões operativas – estão nas mãos de uma ou mais pessoas da família. Essa definição flexibiliza relativamente a ótica da propriedade, do controle total, para simples controle. Inicialmente esse controle econômico era total, mas atualmente, muitas empresas familiares, seguindo as tendências de mercado, abriram seu capital, possibilitando a participação de terceiros, mantendo apenas o controle majoritário.
Para Bernhoeft (1989), é "importante analisar a história e a origem da empresa desde que esta esteja vinculada a uma família ou que mantém membros da família na administração de seus negócios". Pelo foco da gestão, são consideradas empresas familiares aquelas organizações que têm seus cargos diretivos ocupados pelos seus próprios membros, escolhidos a partir de laços de sangue, da reciprocidade da confiança entre os mesmos. A necessidade de modernização das práticas de gestão levou a certa flexibilização desse monopólio, levando muitas empresas familiares a mesclarem seus quadros diretivos com profissionais externos contratados, mas continuam influenciando e/ou determinando diretamente nas decisões estratégicas, relacionadas a objetivos, diretrizes e metas da empresa.
Outro aspecto está relacionado com o desejo/possibilidade de sucessão da propriedade para