Educação na Antiga Grécia
Em Atenas dava-se uma grande importância à educação, de tal forma que era a Eclésia ou Assembleia do povo que, por voto, elegia os encarregados da educação dos jovens entre os dezoito e os vinte anos, chamados efebos.
Na época Arcaica, a educação dos jovens centrou-se, sobretudo na vertente militar, completada com a ginástica, uma vez que era premente a necessidade de defender as cidades e a ginástica preparava os competidores para Jogos Olímpicos.
Contudo, foram-se agregando cada vez mais componentes de forma a atingir o ideal da kalocagathia (síntese do belo e do bom, representados pela perfeição do corpo e do espírito) e a completar e diversificar a formação dos cidadãos, únicos a poderem ascender a cargos como os de arconte e de estratego e fazer parte da Eclésia e da Bulé. Assim, a educação não era acessível aos metecos e todos os que não fossem filhos de pais naturais da polis, e vai-se progressivamente complexificando a partir do século VI a. C. Além do ensino ser ministrado nas escolas era também comum a apreensão de conhecimentos em atos sociais, como banquetes, palestras e o convívio na Ágora. Na época Clássica, os sofistas (entre os quais se destacaram Protágoras, Antifonte de Atenas, Górgias e Pródico) desempenharam um papel de relevância, uma vez que revolucionaram o ensino, tornando-o itinerante e pago, algo que nunca tinha acontecido até esta altura. Os sofistas preferiam grandes aglomerados de pessoas como auditório e discorriam sobre todas as áreas do saber, além do processo educativo se ter alargado, acompanhando a criança até à idade adulta e dando origem ao conceito de Paideia. Surgiram deste modo novos compartimentos do saber, como a prosa artística em ático, a crítica literária, a gramática, o ensino teórico, a retórica, a dialética e a matemática, além da astronomia, da aritmética e da geometria, visando esta universalidade criar um homem mais competitivo, ideal, apto a responder a todos os desafios. A