A educação para a saúde tradicional tem se preocupado em alterar estilos de vida considerados pouco saudáveis. Porém, tem utilizando estratégicas persuasivas e de transmissão de conhecimento sem ao menos se importar com os contextos e o ambiente onde as pessoas estão inseridas. Parte do princípio que tudo depende dos comportamentos do indivíduo e que este deve encaixar-se, de qualquer maneira, no ambiente em que vive. Este tipo de método educacional vem sendo muito criticado por pesquisadores da área por acreditarem que se baseia em conceitos estáticos e pré-estabelecidos, o que leva com que o indivíduo/grupos sejam verdadeiros “depósitos de informação” por terem que aceitar e seguir recomendações que os afasta da sua realidade. Por não conseguirem cumprir, na maioria das vezes, os conselhos transmitidos, acabam sendo culpabilidades pelos seus fracassos, o que leva a se sentirem incompetentes face ao modelo aplicado. Acredita que para promover saúde, o ambiente deve oferecer condições físicas, económicas e sociais que proporcionem estilos de vida saudáveis e que garantam informações e serviços. O indivíduo deve ter no ambiente um suporte que auxilie nas decisões comportamentais em favor da manutenção de sua saúde. A Organização Pan-americana de Saúde entende estilos de vida, como a maneira como as pessoas vivem e fazem suas escolhas que se relacionam com os seus contextos de vida, sua cultura, seus hábitos que podem ser adquiridos no ambiente familiar e social e com o conhecimento acumulado durante a vida (46). É imperativo a necessidade de formação de indivíduos autónomos, livres, críticos, inovadores e criativos. Para que isso aconteça é importante que a saúde seja vista numa perspectiva individual, social e cultural, onde seja considerado, em qualquer abordagem de educação em saúde, a percepção própria do ideal de saúde de cada indivíduo, bem como, o ambiente onde este esta inserido, mesmo porque, um indivíduo jovem pode definir saúde e estilo de