Ecologia de comunidades
Introdução
O termo biodiversidade é uma simples contração do termo diviersidade biológica, e à primeira vista, é um conceito muito simples: é o somatório total de toda a variação biótica, do nível genético ao ecossistema. O desafio em relação à diversidade, entretanto, reside em como medir e quantificar um conceito tão amplo. Apesar da biodiversidade não poder ser representada por um único número, como os gerados através dos chamados índices de diversidade, alguns estudos em relação à medida da diversidade têm demonstrado algumas particularidades de certas comunidades, descobertas estas muitas vezes alarmantes. Análises temporais e filogenéticas estão dando certa luz à processos ecológicos e evolutivos que têm moldado a diversidade atual. Entretanto, apesar dos expressivos esforços de pesquisa na área da biodiversidade do planeta, eles são pouco representativos em relação à quantidade de “diversidade” desconhecida e ameaçada, principalmente pela ação antrópica.
Ecologia de comunidades
A comunidade é uma unidade ecológica de visualização pouco clara na natureza. Em virtude disso, existem inúmeras definições, que procuram destacar algumas de suas propriedades gerais e atributos:
( Qualquer conjunto de populações em determinada área ou habitat, podendo ter os mais variado tamanhos (Odum 1983)
( Uma reunião de populações em uma determinada área ou habitat físico definido (Krebs 1991)
( Uma associação entre populações interativas (Ricklefs 1996)
( Um conjunto de espécies interativas que ocorrem conjuntamente no tempo e espaço (Begon et al. 1996)
A COMUNIDADE NÃO É APENAS UM CONJUNTO DE POPULAÇÕES DE ESPÉCIES EM UMA DETERMINADA ÁREA. SUA ESTRUTURA, FUNCIONAMENTO, E DINÂMICA SÃO GOVERNADAS POR INTERAÇÕES POSITIVAS E NEGATIVAS ENTRE AS ESPÉCIES. ASSIM, AS COMUNIDADES PODEM SER DESCRITAS COMO “SOMATÓRIO DAS ESPÉCIES QUE A COMPÕEM