Drogas
O leite materno é fundamental para a saúde da criança pela sua disponibilidade de nutrientes e substâncias imunoativas. A amamentação favorece a relação afetiva mãe-filho e o desenvolvimento da criança, do ponto de vista cognitivo e psicomotor. Apresenta, também, a propriedade de promover o espaçamento das gestações e de diminuir a incidência de algumas doenças na mulher.
Apesar da excelência do leite materno, existem ocasiões em que o profissional de saúde deve considerar o risco/benefício da terapia medicamentosa na mãe que amamenta.
A recomendação para interromper a amamentação na vigência de tratamento medicamentoso da nutriz é muito comum, apesar de, na maioria das vezes, ser possível compatibilizar o tratamento com a manutenção da amamentação. Profissionais de saúde com frequência são influenciados pelos efeitos teratogênicos de uma minoria de drogas usadas durante a gestação. Mas é importante lembrar que, enquanto a placenta permite a passagem de drogas para o feto, o epitélio alveolar mamário funciona como uma barreira quase impermeável.
A maioria das drogas passa para o leite materno, mas em pequenas quantidades; e mesmo quando presentes no leite, as drogas poderão ou não ser absorvidas no trato gastrointestinal do lactente. Só excepcionalmente, quando a doença materna requer tratamento com medicações incompatíveis com a amamentação, esta deve ser interrompida.
A seguir, uma lista dos remédios proibidos ou liberados durante a amamentação, em denominação genérica/química (entre parênteses, nomes comerciais).
SEMPRE CONSULTE SEU OBSTETRA E O PEDIATRA ANTES DE TOMAR QUALQUER MEDICAMENTO, MESMO OS MEDICAMENTOS LIBERADOS PARA AS NUTRIZES.
Medicamentos ou drogas absolutamente proibidos durante a amamentação:
Ciclofosfamida
Ciclosporina
Doxoribicina
Anfetamina
Metotrexate
Fenciclidina
Cocaína
Heroína
Marijuana
Medicamentos que requerem suspensão