DISPOSITIVOS INTRAVASCULARES
INTRODUÇÃO: o presente estudo aborda a infecção de cateteres vasculares em terapia intensiva. Tal temática é parte integrante de um estudo mais amplo, realizado por enfermeiros do curso de especialização em Enfermagem Intensivista da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, como requisito para a conclusão da referida especialização. A temática abordada neste trabalho consiste no uso de dispositivos intravasculares no ambiente de terapia intensiva, levando-se em consideração a sua importância na assistência ao cliente crítico e os fatores de risco inerentes a sua manipulação e permanência.
OBJETIVOS: aprofundar o conhecimento técnico-científico acerca dos dispositivos intravasculares para a prática de enfermagem. Além de (a) apresentar os principais dispositivos de acesso intravascular disponíveis para uso em UTIs; (b) discutir aspectos técnicos-científicos relacionados ao uso de cateteres intravasculares, para aprimorar a assistência de enfermagem; (c) revisar as principais recomendações para a redução das complicações relacionadas a cateteres intravasculares.
METODOLOGIA: trata-se de uma revisão de literatura, na qual utilizou-se publicações dos últimos dez anos na forma de artigos, livros, recomendações internacionais e protocolos de instituições de referência.
RESULTADOS: há dois tipos de dispositivos vasculares – os de inserção periférica, que são os mais utilizados,usualmente inseridos em veias dos membros superiores; e os de inserção central, que podem ser de curta permanência / não tunelizados (como os utilizados em unidades de terapia intensiva) ou de longa permanência, utilizados em pacientes com terapia intravenosa prolongada ou quimioterápicos (Medeiros et al., 2007). Os cateteres são causa de morbimortalidade nosocomial e quando instalados em unidade de terapia intensiva são os responsáveis por infecções mais graves, onde a sua