Diferentes trajectórias históricas dos estados
A. Charles Tilly
Tilly foi o 1º a apresentar este argumento
«Como é que o Estado nacional derrotou os concorrentes históricos (impérios tipo federação teocrática centrada na igreja; rede comercial de cidades; estado sem centro forte; continuação de padrões feudais) tornando-se a forma dominante no ocidente? Como se passou de 500 entidades políticas autónomas em 1500 para 25 em 1900?»
Resposta: A guerra (e sua preparação) foi a principal construtora do Estado
– Na História…
A Europa, como conjunto, estava descentralizada e povoada de unidades (feudalismo), estava ameaçada pelo mundo muçulmano, por isso mobiliza-se: conquista para não ser conquistada. O Estado nacional (o que está acima de tudo o resto) mostra-se o mais capaz de mobilizar os recursos necessários para a guerra com sucesso.
Como? * Construção infra-estruturas burocráticas para recrutar e alimentar os exércitos * Financiamento por impostos cobrados a uma população reticente e não cooperante
* Como explicar as variações dentro da forma dominante do «Estado nacional»?
– Na História…
(Séc. XII e XIII – Idade Média Central) O capital estava desigualmente distribuído pela Europa, quando a guerra em grande escala se generalizou.
Quando a coerção se começou a concentrar pela Europa, foi a presença ou ausência de concentração de capital que causou as diferentes trajectórias do Estado. Ou seja, apesar de todas as regiões da Europa convergiram na direcção do «Estado nacional», seguiram trajectórias históricas diferentes.
IMPORTANTE…
Capital – todos os recursos do processo de produção
Coerção – todas as formas de aplicação de acção (ameaças,etc.) que causam perda das possessões de um indivíduo
Trajectórias:
① Capital intensivo
[Cidades-estado e confederações de cidades do norte de Itália, sul da Alemanha, Países Baixos, Liga Hanseática] * Governantes tentaram centralizar a