Determinação da atividade de água, umidade e sal em peixes salgados e secos importados. O Brasil esta entre os principais mercados consumidores mundiais de peixes salgados e secos, contudo a sua qualidade esta intrinsecamente vinculada a da matéria-prima, ao método de salga e ao controle da umidade e temperatura durante o transporte, assim essas técnicas de conservação objetivam essencialmente prologar a vida de prateleira do alimento. Mesmo com o grande volume de importação ainda não há uma legislação própria para esses produtos, objetivando analisar os teores de umidade e sal em produtos importados e também avaliar a importância da atividade de água na inocuidade desses produtos os autores Emanuel Joaquim e Victoria Monteiro Lima da Universidade Estadual Paulista (UNESP) analisaram das espécies de peixes salgados e secos mais comercializados. As amostras de peixe foram homogeneizadas e submetidas, em triplicata, a determinações de umidade, cinzas e cloretos, enquanto a atividade de agua foi medida através do analisador Aqualab 3T e a comparação das medias entre as amostras foi realizada através da analise de variância ANOVA. A analise estatística mostrou que não ouve diferença significativa entre as amostras para os parâmetros analisados. Os teores médios de umidade variaram entre 49,4% e 52,3%, aproximando-se do limite superior de alimentos de umidade intermediaria, enquanto os teores médio de sal (NaCl) variam entre 10,9 e 25,8%. Os resultados demonstram que os valores encontrados nas amostras são muito superiores aos sugeridos pelo Brasil. Os valores encontrados para os teores de umidade demonstram que, na importação do bacalhau e dos demais pescados salgados e secos, existe uma grande variação dos valores, possibilitando a comercialização de produtos com níveis de qualidade distintos.