desenvolvimento pessoal e profissional
Professor catedrático, Departamento de Gestão do ISEG11 outubro 2006Comentar
A gestão do conhecimento é um dos tópicos fundamentais do desenvolvimento na sociedade do conhecimento. Interessa sobretudo saber como se cria e se desenvolve o conhecimento nas organizações. Os japoneses usam o conceito de "Ba" enquanto um espaço de comunhão de experiências e conhecimento. Esse espaço pode ser físico, como é o caso dos escritórios centralizados ou descentralizados; virtual, como é o recurso à Internet e às teleconferências; mental, que decorre do sentimento de partilha e de pertença a um grupo com objectivos e ideais comuns; ou uma combinação destes factores de espaço. O "Ba" actua como um espaço multidensional de partilha e uma plataforma em que a pessoa se reconhece integrada no todo, e participar num "Ba" significa envolver-se e transcender as perspectivas limitadas e fronteiras que cada indivíduo naturalmente cria. O conceito "Ba" vai permitir explorar a racionalidade e a intuição num processo criativo.
Costuma classificar-se o conhecimento em explícito e tácito, em que o primeiro pode ser expresso em texto, dados, fórmulas, especificações, manuais e coisas do género, que podem ser facilmente transferidos. O segundo é mais subtil, inerente às pessoas e organizações, sendo difícil de formalizar e mais dificilmente copiável.
Nonaka e Konno (1) apresentam alguns exemplos de como as empresas criam "Ba" e asseguram a transformação contínua deste. O "Ba" é gerado através da capacidade da própria empresa com implicações sobre a concepção organizativa e estratégica. Os autores utilizam a Sharp e a Toshiba como exemplos de "Ba" para criar o conhecimento.
A Sharp, por exemplo, acumula conhecimento a partir da sua base de clientes e depois as equipas de projecto desenvolvem propostas para criar novos conceitos e melhorar a rapidez de desenvolvimento de produtos. A empresa criou o conceito de "projectos