cultura
1. INTRODUÇÃO
A região Nordeste brasileira ocupa aproximadamente 1.600.000 Km2, o equivalente a cerca de 18% da superfície do Brasil, estando nesta área, inserida a região semiárida, que ocupa uma área que abriga 63% da população nordestina, com cerca de 900 mil Km2, correspondendo a aproximadamente
70% da região Nordeste e 13% do território brasileiro. A importância ecológica dessa região se dá antes de tudo pela existência de um bioma único em sua maior parte. Esse bioma, peculiar e exclusivo, recebeu dos índios locais o nome de Caatinga, “a mata branca”, em virtude do aspecto da vegetação na estação seca, quando as folhas caem, e apenas os troncos brancos e brilhosos das árvores e arbustos permanecem (PRADO, 2003).
O estado de Pernambuco apresenta uma área de 98.281 Km2, com maior extensão no sentido Leste-Oeste, onde as maiores variações de vegetação se fazem presentes. Cerca de 85% do território ocorre no domínio florístico-vegetacional da
Caatinga,
o
qual engloba
várias
formações
vegetacionais como as florestas serranas (brejos de altitude), parte das florestas secas e a caatinga, ficando o restante do espaço estadual ocupado pelo chamado domínio da Floresta Atlântica (RODAL et al., 2008)
A
singularidade
da
região
é
caracterizada
por
precipitações
pluviométricas irregulares, períodos de seca, deficiência hídrica, intermitência dos rios, solos rasos e ecossistemas xerófilos. As condições ecológicas típicas do semi-árido estão representadas nas depressões interplanálticas, onde predominam as caatingas, e que contrastam com áreas das chapadas, onde predominam os cerrados, campos rupestres e diferentes tipos de florestas
(DUARTE, 1992; ARAÚJO, 2007).
Do ponto de vista do meio ambiente, dois dos maiores problemas associados ao semi-árido são o elevado grau de degradação ambiental e o baixo conhecimento quantitativo e qualitativo de sua biodiversidade. O Bioma caatinga é, provavelmente, o