CONTROLADORIA OU CONTADORIA1
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CONTROLADORIA OU CONTADORIA?Prof. Antônio Lopes de Sá – 18/10/2007
A falta de cultura doutrinária implica conceitos deformados, estes que difundidos, confundem funções e deturpam a realidade.
Isso se passa em todos os campos do conhecimento humano.
Einstein e Infeld em sua época, relativamente aos domínios da Física (em sua obra A Evolução da Física) muito acusaram aos que estabeleciam a desordem conceitual.
A falta de preparação no campo da Lógica, miopia cultural, despreparo científico, forma afoita em definir os fatos, pobreza educacional, sempre foram responsáveis pela deturpação conceitual.
Também contribuiu para o equívoco no campo do conhecimento, mesmo em doutos, o fato de inverterem óticas na observação da matéria que desenvolveram.
Nas áreas das ciências da riqueza o mesmo tem ocorrido.
Mesclas de maneiras de entender, propósitos nem sempre éticos visando domínio de mercado de trabalho, com a prática de fortes pressões, têm produzido tumulto propositado.
Assim, a confusão entre as funções de controle e as contábeis é, de há muito, desde os fins do século XIX a responsável pelo “Controlismo” (escola italiana doutrinária da Contabilidade que pouco durou) e pelo surgimento da concepção de “Controladoria” (concepção pragmática de origem estadunidense).
O erro fundamental esteve e ainda está em deixar de considerar que não é a Contabilidade que serve ao controle, mas, sim o controle que serve a Contabilidade para que esta enseje a análise e estudo dos fenômenos relativos ao comportamento da riqueza.
É, também, uma lesão à legalidade entregar-se no Brasil, a função que se tem dado o nome de “Controladoria” a “não contadores”, pois, envolve matéria eminentemente contábil.
Relatórios analíticos, coordenação, auditoria, orçamentos, modelos, desde que relativos ao comportamento patrimonial de um empreendimento ou grupo é tarefa eminentemente contábil.
Se isso não está sendo entregue ao Contador em alguma empresa compete ao Conselho Regional de