Contexto historico do Brasil
A Educação em seu sentido amplo existe desde que o homem se entende por homem, com um papel particular no que confere a transmissão de valores, costumes, crenças e conhecimentos. Pode-se dizer que a mesma interfere ativamente no modo de organização das sociedades, relacionada diretamente à cultura dos povos, que se consolida meio ao social e ao histórico.
De acordo com Manacorda (2006), a história dos modelos educacionais segregadores teve início na Grécia por volta dos anos 600 a.C., cuja proposta previa a separação entre técnica e teoria: a aprendizagem técnica dizia respeito a ofícios práticos destinados à população “braçal” que iria adquirir determinados conhecimentos frente o acompanhamento dos ofícios dos artesãos, camponeses, ferreiros, dentre outros; a teoria, por sua vez, era destinada àqueles pertencentes à elite, que ocupavam postos sociais e políticos de destaque, considerados capazes de constituir a camada intelectual e pensante na condução da nação, em geral reis e descendentes. Roma também foi influenciada pelo modelo educacional grego, no entanto detinha a particularidade de vislumbrar através da Educação a formação da consciência moral do indivíduo, contribuindo para a sua preparação para o trabalho e para a vida. Data-se que suas primeiras escolas surgiram por volta do IV d.C.
A Educação romana remete à família e à comunidade o compromisso do ensino de educar (transmissão de valores, comportamento social, dentre outros); o ensino de instruir passa a ser responsabilidade das “lojas de ensino”, (conhecimento como mercadoria), destinado a quem pudesse custeá-lo, na época a nobreza romana, que passa a dedicar-se à política prioritariamente e não a terra. Os modelos grego-romanos influenciaram o mundo no que se refere à Educação sistematizada e formalizada, evidenciando desde então a separação das sociedades em classes, bem como as relações ideológicas e de poder existentes nos meandros do cenário educacional.
No Brasil