Conflitos Organizacionais
Para os estruturalistas, os conflitos são elementos geradores das mudanças e da inovação na organização. Ele significa a existência de ideias, sentimentos, atitudes ou interesses antagônicos e colidentes que podem se chocar, e é através deste, que se avaliam o poder e o ajustamento do sistema da organização.
Conflito entre a autoridade do especialista (conhecimento) e a autoridade administrativa (hierarquia)
Segundo Etzioni há três tipos de organização do conhecimento:
1. Organizações especializadas: Universidades, escolas, organizações de pesquisa, hospitais, nas quais o conhecimento é criado e aplicado na organização, cuja criação foi para esse objetivo. Neste tipo de organização a relação é invertida, os administradores cuidam das atividades secundárias, enquanto os especialistas desempenham as primárias. A decisão final fica com os especialistas, e os administradores apenas aconselham.
2. Organizações não especializadas: Empresas em geral, em que o conhecimento é instrumental e subsidiário para o alcance dos objetivos. Neste caso os especialistas são subordinados aos administradores, pois estes focam os objetivos da organização relacionados ao lucro.
3. Organizações de serviços: Empresas especializadas em consultoria ou assessoria, centros de pesquisa e desenvolvimento, organizações que exercem pouco controle sobre a produção. Os especialistas recebem recursos para seu trabalho, mas não são empregados da organização nem subordinados aos administradores, e estes sentem que perdem seu tempo com o trabalho administrativo, que é depreciado nesse tipo de organização.
Dilemas da Organização
Enquanto o conflito representa um choque de interesses contrários, o dilema representa uma situação em que há dois interesses inconciliáveis entre si, a conquista de um impede a do outro.
Segundo Blau e Scott, há três dilemas na organização formal:
1. Coordenação e comunicação livre: A coordenação é dificultada quando é permitido uma livre