Citologia membrana plasmática
ORIGEM E EVOLUÇÃO DAS CÉLULAS
Admite-se que o processo evolutivo que originou as primeiras células começou na Terra aproximadamente 4 bilhões de anos. Naquela época, a atmosfera provavelmente continha, principalmente, vapor d’água (H2O), amônia (NH2), metano (CH4) e hidrogênio (H2). O oxigênio livre só apareceu muito depois, graças à atividade fotossintética das células autotróficas.
A superfície da Terra estaria coberta por grande quantidade de água disposta em grandes “oceanos” e “lagoas”. Essa massa líquida, chamada caldo primordial, era rica em moléculas inorgânicas e continha em solução os gases que constituíam a atmosfera. Sob a ação do calor e da radiação ultravioleta, vindas do Sol, e de descargas elétricas, oriundas das tempestades, então muito freqüentes, as moléculas dissolvidas no caldo primordial combinaram-se quimicamente para constituírem os primeiros compostos contendo carbono. Substâncias relativamente complexas como proteínas e ácidos nucléicos, que nas condições terrestres atuais, só se formam pela ação das células ou por síntese em laboratórios químicos, teriam aparecido espontaneamente, ao acaso, o que atualmente seria impossível. Esse tipo de síntese, realizada sem a participação de seres vivos, foi demonstrada experimentalmente por Stanley L. Miller. A ausência de oxigênio na atmosfera foi importante para que as moléculas neoformadas não fossem logo destruídas por oxidação.
É mais lógico supor que a primeira célula que surgiu era estruturalmente simples, certamente uma procarionte heterotrófica, que obtinham alimento no ambiente externo a elas, e era, também anaeróbia, pois não existia oxigênio na atmosfera.
Nos seres vivos atuais, a maneira mais simples de obter energia a partir do alimento é através da fermentação. Assim, é lógico pensar que os primitivos seres vivos usassem um processo igual ou ainda mais simples do que a fermentação para obter energia.
Teria sido difícil sustentar o processo evolutivo das