Cidades, Rios e o transporte fluvial no Amazonas (Brasil)
04 a 07 de agosto de 2013, Fortaleza-CE
GT 22. Mobilidades e Fronteiras no Mundo Contemporâneo
Cidades, Rios e o transporte fluvial no Amazonas (Brasil)
Yuri Bassichetto Tambucci
Laboratório do Núcleo de Antropologia Urbana (NAU/USP)
Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/FFLCH/USP)
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Resumo
A maioria das cidades do Amazonas encontra-se à margem de rios, que assumem um papel fundamental enquanto meio de sustento, via de transporte e superfície sobre a qual se desenrolam as atividades cotidianas de parte da população. Repletos de palafitas, flutuantes e embarcações de todas as dimensões, as cidades estendem-se sobre as águas e se relacionam com as dinâmicas próprias do rio e com o ciclo de cheias e vazantes. Ao contrário de outros estados brasileiros, com redes rodoviárias consolidadas, o deslocamento predominante entre as cidades é o fluvial. Os passageiros e tripulantes dos "barcos regionais" experimentam, dessa forma, um modo particular de conceber os espaços através dos quais se deslocam. Os rios e a navegação fluvial permitem que cidades de dimensões diversas interajam, por intermédio dos viajantes, que vivenciam e constroem conexões motivadas por comércio, trabalho, lazer, turismo, relações de parentesco e amizade. Esta pesquisa de mestrado vem procurando compreender de que forma a navegação fluvial influencia os modos de vida nas cidades amazônicas, quais as motivações e preferências de passageiros e quais os saberes e habilidades necessários para navegar. Dessa forma, pretende-se entender de que forma se dá a interação entre cidades de dimensões muito diferentes e delas com as superfícies líquidas.
Rios
e
cidades
se
confundem,
nos
permitindo
problematizar as fronteiras entre esses espaços. Foi realizada uma incursão etnográfica em algumas cidades amazônicas para compreender a dinâmica de