cha cha cha
1. Canto I – limites da condição humana (“o bicho da terra tão pequeno”)
2. Canto V – Crítica à ignorância e ao menosprezo pelas Artes e Letras/ Ideal renascentista
3. Canto VII – A desilusão e o cansaço: retalhos de uma biografia
4. Canto VIII – Crítica à ambição, poder corruptor do ouro
5. Canto VI – o caminho da glória
6. Canto IX – afirmação da imortalidade, “a merecida recompensa”
7. Canto X – desencanto ou esperança?
CANTO I 105-106
Os limites da condição humana
Do plano da viagem ao plano das reflexões do poeta:
Que riscos enfrenta o Homem?
- “ grandes e gravíssimos perigos”
- a (des)esperança
- a (in)segurança
- “tormenta” (no mar)
- “dano” (no mar)
- “guerra” (na terra)
-“engano” (na terra)
- “necessidade avorrecida”
- a efemeridade da vida (“curta vida”)
O “fraco humano”, o “bicho da terra tão pequeno” enfrenta todos os limites impostos à sua condição de humano.
- Consciência da desproporção entre o Homem (“fraco humano”) e o Universo que aspira a conhecer e dominar, concretizando o Sonho e libertando-se das “leis da Morte”.
CANTO V – 92/100
O Ideal Renascentista
Ao reflectir sobre os factos narrados (narrativa feita por Vasco da Gama ao rei de Melinde), o poeta propõe aos portugueses modelos de “perfeição humana”, para que possam, no futuro, corrigir erros e alcançar um nível superior de humanidade. Inscreve-se neste ideário a “conciliação das armas e das letras”. Trata-se de uma perspectiva humanista, que afirma o triunfo das capacidades humanas sobre as adversidades da natureza, pelo alargamento dos limites do saber e pela aspiração à felicidade plena.
- O canto de louvor é justo e ”doce” recompensa a que o herói aspira, uma vez que no contexto do Renascimento é importante o alcance da fama, que surge aqui como motor do heroísmo. - Para aqueles que não são heróis, mas estão dispostos a “obras valerosas”, o canto constitui um incentivo, um