Capital Humano, Meritocracia, Capital Social e Capital Cultural.
O presente trabalho tem como objetivo relacionar conceitos trabalhados ao longo do semestre na disciplina Sociologia da Educação II, a pesquisa: “Processos de escolarização nos meios populares – As contradições da obrigatoriedade escolar” de Nadir Zago. Esse exercício de análise foi focado nos conceitos: Capital Humano, Meritocracia, Capital Social e Capital Cultural.
A pesquisa de Nadir Zago tem abordagem qualitativa e acompanhou, no período de 1991 e 1998, 16 famílias da periferia de Florianópolis, com o objetivo de entender os processos de escolarização, seus significados e práticas nessas famílias de baixo poder aquisitivo, incluindo como objeto de análise os ingressos, interrupções e retornos à escola dos estudantes. Não procurava apresentar causas e soluções para o fracasso escolar e sim mostrar como se dá a história escolar desses jovens, bem como entender os significados que pais e filhos davam à escola. A pesquisa também levou em conta aspectos além do estritamente escolar, como a participação dos jovens no mercado de trabalho e as relações que esses jovens mantinham como influências nas relações dos sujeitos com a formação escolar.
Apresento, então, os conceitos escolhidos param serem trabalhados nesse exercício:
CAPITAL HUMANO
“Ao investirem em si mesmas, as pessoas podem ampliar o raio de escolha posto à sua disposição.” (SCHULTZ, 1973: 33)
Portanto, o capital humano trata-se do investimento do individuo em si mesmo na expectativa de mudança ou melhoria de vida, ou seja, de retornos futuros. É um dos conceitos em que se torna mais visível a relação entre escolaridade e mercado de trabalho, pois, nessa lógica de capital humano, os indivíduos encontram na formação escolar uma maneira de conseguir um emprego melhor, ascender profissionalmente.
Ainda de acordo com Schultz (1993: 31,32)
Muito daquilo a que damos o nome de consumo constitui investimento em capital humano. Os gastos diretos com aeducação, com a saúde e com a migração interna