Cantigas santa maria
As Cantigas de Santa Maria
Por
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Isabela Martins
Trabalho realizado no âmbito Disciplina de História da Música,
Leccionado por Rui Lopes Cabral.
Lisboa, Dezembro de 2013
Índice
1. Introdução
2. A música profana na Idade Média: A música trovadoresca na Península Ibérica
3. As Cantigas de Santa Maria:
3.1 O reinado de Afonso X;
3.2 Os Manuscritos (códices)
4. A importância das Cantigas de Santa Maria na Península Ibérica
5. Conclusão
6. Bibliografia
Introdução
A música profana na Idade Média: A música Trovadoresca na Península Ibérica
Entende-se por música profana todos os poemas e cantigas que foram compostos com o intuito que expressar outro tipo de emoções diferentes da música religiosa. Os autores destas cantigas são denominados por troubadours e trouvères. Oriundos do sul de França, estes poetas-compositores compunham e cantavam canções sobre o amor cortês, elogios à Natureza, críticas sociais e por vezes assuntos alusivos à guerra, embora o tema predominante fosse o amor. Estas cantigas eram conservadas em coletâneas (cancioneiros), tendo chegado aos nossos dias cerca de 2600 poemas: mais de 260 melodias de troubadours, cerca de 2130 poemas e 1420 melodias de trouvères. O conteúdo poético e musical é bastante variado. Existem cantigas simples e outras mais dramáticas, sendo que muitas destas exigiam uma interpretação dançada. Na península Ibérica, a música profana surge em meados de 1200 até 1350, correspondendo ao início da história literária da língua portuguesa. Existem cerca de 2100 composições, das quais 1680 são de carácter profano e 420 de carácter religioso, atribuídas a 160 autores. Tal como em França, esta poesia trovadoresca divide-se em duas