Biodeterioração de construções
Todos os materiais que entram em contato com o ambiente podem sofrer transformações, estas podem acarretar em uma diminuição na capacidade do material de cumprir sua função e afetar o desempenho da construção como um todo. Para preservar o desempenho de suas funções é preciso que o material tenha capacidade de resistir a um processo de deterioração, que se relaciona diretamente com a durabilidade do material. Incluídos nos agentes de deterioração estão parâmetros ambientais como radiação, temperatura, água, o uso da construção, outros materiais presentes no local, e os seres vivos. Por isso, pode-se afirmar que a biodeterioração é influenciada pelo local em que a construção se localiza, devido às diferenças ambientais de cada ambiente.
Um dos resultados da interação entre a região construída e natureza é a biodeterioração. Pesquisas de biodeterioração procuram por transformações físicas e químicas provocadas por seres vivos.
A colonização na superfície por microrganismos causa, assiduamente, prejuízos ao desempenho de edifícios, alterando propriedades como cor, refletância, e a capacidade de transporte de massa das superfícies. Além de impactos econômicos, como repintura e maior custo para climatização interna.
Sendo assim, a definição mais adequada para biodeterioração é: “um dos processos que podem reduzir a capacidade de um produto atender às necessidades dos usuários, mesmo sem causar transformações físicas no material mensuráveis”.
2. O estudo da durabilidade e biodeterioração
Sabe-se que as condições necessárias para o crescimento de microrganismos (presença de água, temperatura e nutrientes) sofrem influência do clima local e das propriedades dos materiais utilizados. As condições climáticas ditam a presença ou ausência da água, assim como decisões de projeto, hábito e atividades dos usuários e das propriedades dos materiais. A poluição e os próprios materiais empregados, também podem ser fontes de nutrientes.
O material