Auto gestão
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José Ricardo Tauile Eduardo Scotti Debaco Professor Titular do IE-UFRJ. Analista de Projetos do BRDE e Professor da ULBRA.
Resumo
A economia popular solidária é, ao mesmo tempo, um segmento produtivo e um movimento social. Os empreendimentos que dela participam se organizam sob a forma de sociedades comerciais ou civis autogeridas. A autogestão vem trazendo importantes benefícios para a sociedade brasileira, mas nem sempre recebe dela e do poder público a devida atenção. Não obstante, muitos avanços vêm sendo obtidos com o amadurecimento tanto dos trabalhadores para administrarem negócios coletivos quanto dos governos em apoiá-los. O aprofundamento desse processo depende de um maior envolvimento da sociedade como um todo, no sentido de caracterizar melhor as dificuldades encontradas, propor soluções e coordenar esforços.
Palavras-chave
Autogestão; economia solidária; cooperativas.
Abstract
A popular solidarity economy is, at the same time, a productive segment and a social movement. The enterprises participating in it are organized under the form of self-managed commercial or civil societies. The self managed enterprises have been fostering important benefits to the Brazilian society but not always
* Uma versão deste texto foi apresentada, sob a forma de artigo, no VII Encontro Nacional de Economia Política. O texto a seguir busca avançar de forma propositiva, levando em consideração a mudança de qualidade na conjuntura do País a partir das eleições de outubro de 2002.
Indic. Econ. FEE, Porto Alegre, v. 32, n. 1, p. 197-220, maio 2004
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José Ricardo Tauile; Eduardo Scotti Debaco
receive due recognition and proper attention from the people or from public entities. Nevertheless, significant improvements have been achieved either in terms of workers maturity needed to manage their own collective business or concerning pre-disposition of government to endorse