Autismo e Nutrição
Resumo: Foi sugerido que o autismo se trata de uma inabilidade inata para estabelecer contato afetivo e interpessoal. É uma síndrome bastante rara, mas, provavelmente, mais freqüente do que o esperado, pelo pequeno número de casos diagnosticados (KANER, 1943). Autismo não é uma doença única, mas sim um distúrbio de desenvolvimento complexo, definido de um ponto de vista comportamental, com etiologias múltiplas e graus variados de severidade (RUTTER; SCHOPLER, 1992). As manifestações comportamentais que definem o autismo incluem déficits qualitativos na interação social e na comunicação, padrões de comportamento repetitivos e estereotipados e um repertório restrito de interesses e atividades (RAPIN, 1991). Os padrões repetitivos e estereotipados de comportamento característicos do autismo incluem resistência a mudanças, insistência em determinadas rotinas, apego excessivo a objetos e fascínio com o movimento de peças (tais como rodas ou hélices) (GADIA; TUCHMAN; ROTTA, 2004). Resultado do autismo são sintomas de alterações relacionadas com a maturação de vários sistemas do cérebro. Os comportamentos parecem ter fisiopatologias múltiplas. O autismo parece ser resultado de fatores de desenvolvimento que afetam muitos ou todos os sistemas cerebrais funcionais e de perturbar o momento do desenvolvimento do cérebro mais do que o produto final. Estudos neuroanatômicos e as associações com teratógenos sugerem fortemente que o mecanismo de autismo inclui alteração do desenvolvimento do cérebro logo após a concepção(PENN, 2006). Logo após o nascimento, o cérebro de uma criança autista cresce mais rápido do que o habitual, seguido pelo crescimento normal ou relativamente mais lento na infância. O supercrescimento precoce parece ser mais proeminente em áreas subjacentes ao desenvolvimento de uma maior especialização cognitiva (GESCHWIND, 2009). O autismo tem várias causas como: Ambiental (infecções congênitas,