Aula 17 Sonhos
DISCIPLINA: PSICOLOGIA CLÍNICA I – ENFOQUE PSICANALÍTICO
Profª LISIANE THOMPSON FLORES
AULA 16 - SONHOS
1. Conceitos básicos
A primeira obra em que Freud fala sobre os sonhos é: “A interpretação dos sonhos”, escrita em 1900, capítulo VII de sua obra. Nesta obra ele passa do conhecimento pré-científico, ao conhecimento científico e isso se realiza com o descobrimento do inconsciente e a conceitualização de inconsciente. Nesta obra, especialmente no capítulo VII, Freud pôde explicar o porquê da existência do inconsciente e para este estudo, Freud, primeiramente, viu, leu, pesquisou, estudou tudo o que havia aparecido, até aquela data, sobre sonhos.
No primeiro capítulo do livro: “A interpretação dos sonhos”, Freud refere várias concepções falsas e populares sobre sonhos.
A psiquiatria clássica, nesta época, fazia uma busca empírica de todos os sintomas e os classificava, pondo nomes às doenças mentais. Até este momento, o único que a psiquiatria fazia era acumular fenômenos. Nesta época, com este livro, Freud rompe com o empírico.
A psiquiatria clássica não é ciência por que: detecta os sintomas; faz uma classificação das enfermidades, de acordo com os sintomas; prescrevem uma medicação, porém: não explicam o sintoma.
A psiquiatria psicanalítica ou dinâmica tratou de buscar os determinantes que produziam os sintomas.
O que Freud fez, nesta obra, foi conceitualizar o invisível, pois o inconsciente, não se vê não se ouve, não se toca, conhece-se através de seus efeitos. Isso seria o inobservável absoluto que Freud pode explicar através dos sonhos. Segundo Freud, o sonho é a via mais fácil para se chegar ao inconsciente.
O sonho é um ato psíquico completo porque sua força impulsora é a realização de um desejo.
O sonho é uma lógica sem lógica. Temos que vê-lo sob a perspectiva mais alógica.
A função do sonho é sempre preservar o descanso. O sonho não acalma as necessidades fisiológicas (fome, vontade de fazer xixi, etc.) ele preserva o descanso