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O Nordeste é a segunda região do País onde os consumidores da classe média devem gastar mais: R$ 10,7 bilhões. Investir em artigos de moda vem se tornando uma das prioridades da nova classe média do Brasil, que tem destinado uma parcela maior do orçamento para a compra de roupas e acessórios. Para se ter uma ideia, entre 2002 e 2012, os gastos da classe C com moda cresceram 153,2%, descontada a inflação, passando de R$ 22 bilhões para R$ 55,7 bilhões. Com relação a 2011, quando a classe C gastou R$ 52,8 bilhões em moda, o crescimento alcançado neste ano deve ser de 5,49%. As informações fazem parte do estudo “Moda para a classe C”, divulgado ontem (22) pelo Instituto Data Popular.
O levantamento mostra que a região Sudeste é onde a classe C deve gastar mais com esse tipo de produto: 26,5 bilhões, o equivalente a 48% do total previsto para o País. Em seguida, estão as regiões Nordeste, com R$ 10,7 bilhões (19%); Sul, com R$ 9,9 bilhões (18%); Centro-Oeste, com R$4,4bilhões (7,9%); e Norte, com R$ 4,2 bilhões (7,5%).
Para a professora de moda da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Faculdade Católica do Ceará, Germana Bezerra, o maior investimento em roupas e acessórios pelos consumidores da classe C está associado a fatores como a melhoria de renda e a satisfação de mostrar para a sociedade a sua evolução socioeconômica. “A moda é o tipo de consumo que está mais à vista. A primeira coisa que você vê em uma pessoa é a roupa. Então, consumir moda é uma forma de se representar bem para as pessoas, de resgatar a autoestima e de mostrar para a sociedade que você está bem, que pertence a determinado grupo”, afirma, destacando que o consumo da classe C cresceu em todos os setores, mas que a moda é mais acessível que outros bens.
Pouco explorado
No comparativo entre as classes, o levantamento mostra que a C deve ser responsável por 46% de tudo que será gasto com moda no País ao longo deste ano. A expectativa é que a classe AB gaste R$