Assistência de Enfermagem na Hemotransfusão
A hemotransfusão “é a transferência de sangue ou de um hemocomponente de um doador a um receptor” (MANUAL DE ENFERMAGEM, 2007). São realizadas para aumentar a capacidade do sangue de transportar oxigênio, para restaurar o volume sanguíneo, melhorar a isenção ou emendar distúrbios de coagulação. A administração de sangue e de seus componentes requer o conhecimento de técnicas de administração corretas e das possíveis complicações, além da familiarização com as políticas e procedimentos da instituição para a terapia transfusional (SMELTZER S.C;BARE B.G.,2005). A Em 1818, o médico inglês James Blundell concluiu que uma transfusão de sangue seria apropriada para tratar hemorragias severas pós-parto. Ele havia testemunhado a morte de muitas de suas pacientes e buscou criar uma transfusão humana - na época já estava comprovado que a transfusão sanguínea interespécies era fatal. Blundell tirou cerca de 120 ml de sangue do braço do marido de uma paciente usando uma seringa e conseguiu transfundi-lo nela. Ao longo de cinco anos, ele realizou dez transfusões de sangue, cinco das quais foram benéficas para os pacientes. Blundell desenvolveu diversos instrumentos para transfusão de sangue, e também descobriu a importância de retirar o ar da seringa antes da transfusão. Mas foi só em 1901 que o pesquisador austríaco Karl Landsteiner descobriu e descreveu os tipos de células vermelhas: A, B, O e AB; foi ele também o descobridor do fator RH anos mais tarde. A partir de então, foi possível determinar a compatibilidade entre o sangue de doadores e receptores. O armazenamento de sangue foi possibilitado pela descoberta de substâncias anticoagulantes, e o primeiro banco de sangue foi criado na Espanha em 1936. No Brasil, os primeiros Bancos de Sangue foram os de Porto Alegre e Recife, em 1942, e o da Lapa, no Rio de Janeiro, em 1944 (GRUPO VITA, 2012). No Brasil, muito se tem investido em tecnologia e programas de qualidade, porém Ferreira et al